Si, Paraguay!
¿y por qué no?
Férias tiradas quase na marra neste janeiro fresco, nos forçamos há descansar ao menos 5 dias, dois Adictos al trabajo (é o mesmo que workaholic em inglês), trabalhando juntos não dá boa coisa, a não ser muito trabalho… Porém com férias escolares das nossas filhas nada mais certo, que dar uma voltinha até nossos hermanos paraguayos, afinal aqui fica mais perto do Paraguai do que de São Paulo, somente quase 4hs de estrada simples e deveras vazia, então seguimos para nosso mundo de viagem ao exterior, Bienvenido al mundo Paraguayo!
Como eu disse depois de viajar 4hs de estrada, encontramos a “Princesinha dos Ervais” a bela Ponta Porã uma cidade limpa, arborizada e organizada que faz fronteira seca com a cidade hermana Pedro Juan Caballero já essa cidade nada limpa e um caos organizado ao modo paraguaio que explico a seguir, além claro com um verdadeiro camelódromo a céu aberto nas ruas para produtos importados. O caos organizado a ser explicado fica sob a responsabilidade de um trânsito realmente indisciplinado com carros passando ao bel prazer, furando sinais vermelhos quando quer e parando em sinais verde quando desejam, além claro de uma confusão de motinhos passando em todos os sentidos com seres humanos que não acham nada perigoso andar sem capacete, aliás neste país vizinho ao nosso, não é obrigatório o uso de capacetes no país todo, sim! Pasmem… Eles entendem que se você está de moto e sem capacete você não vai acelerar o suficiente para correr risco de morte, sendo assim, eles andam nos acostamentos da estrada e furam todos os sinais da cidade, afinal eles não são veículos que acarretam algum perigo. Culturalmente explicável para eles, mas ainda acho perigoso e caótico o trânsito de Pedro Juan Caballero, e mesmo assim resolvemos adentrar ao país hermano e andar 40 minutos de estrada para visitarmos o local onde se finalizou a Guerra do Paraguai ou como chamam nossos hermanos La Grande Guerra.
Correndo o risco de sermos parados na estrada pelo famoso costume de subornos pelos policiais e/ou militares paraguayos nos preparamos providenciando inicialmente a chamada Carta Verde que nada mais é que um papel verde impresso com informações sobre o veículo e seus ocupantes para circular entre alguns países do Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, coincidência ou não, são os mesmos países que participaram da Guerra do Paraguai), caso os paraguayos nos parem apresentaríamos a Carta Verde, além dos nossos documentos. Também nos preparamos providenciando muitos Guaranis Paraguayos onde cada R$1,00 equivale PYG$1.239,00 (isso em Janeiro de 2026), ou seja compramos milhares de Guaranis, já que um funcionário paraguayo do Hotel Pousada do Bosque em Ponta Porã nos avisou que a entrada do Cerro Corá National Park só aceitaria Guaranis Paraguayos, não receberia pagamento nem em dólar ou real e muito menos em cartão, já que é um parque nacional e pertence ao governo paraguayo. Assim acordamos não muito cedo, já que férias é pra descansar, preparamos um farnel como diz minha mãe, cheio de comes e bebes ao estilo porcarias saborosas importadas paraguaias e seguimos na estrada ruta PY05 ,no começo totalmente caótica com sinais vermelhos sendo atravessados sem cerimônias e depois muitas motinhos no acostamento com a galera sem capacete, após uns 20 minutos fomos parados pela camioneiro policia encostamos, abrimos os vidros e demos Bom Dia! E sem brincadeira o policial olhou para o meu marido primeiro, e ele deu Bom Dia! e depois eu dei Bom Dia! O policial espiou dentro do carro e liberou a gente sem pedir documento algum, pois , não entendemos nada, mas passamos pelo batismo da policia paraguaia.
Rodando pela ruta PY05 não encontramos muitos carros, e sim muito mato e algumas plantações de erva-mate, chegamos rapidinho ao Cerro Corá National Park, com uma entrada majestosa ladeada com esculturas de flores em metal e uma estrada toda muito bem cascalhada e em cinco minutos chegamos onde há uma cancela com placa de valores e a portaria com o museu da Grande Guerra. Entramos e pagamos num total de PYG100.000,00 ou equivalente R$77,87 para eu, meu marido, uma filha adulta e uma filha com 14 anos. O próprio senhor paraguayo que nos recebeu, é um dos guardas, o guia e o bilheteiro do parque (vimos outro guarda com a pickup do parque quando chegamos), assim ele também foi nos apresentar o museu da Grande Guerra ou a Guerra do Paraguai como aprendemos na escola, ele nos explicou com muitas referências históricas sobre o trajeto que deveríamos fazer dentro do parque, em que momento devíamos andar de carro e em que momento devíamos andar a pé, ou até mesmo fazermos uma trilha de 5km até Cerro Muralha.
O guia, guarda, bilheteiro e agora monitor de exposição nos contou tudo com muito orgulho sobre a história da Grande Guerra, afinal lá, a Guerra do Paraguai foi o momento mais forte deste país que acabou sendo destruído pelo ditador Mariscal Francisco Solano López, ao menos é assim que eles aprendem nas escolas e interpretam, para nossos hermanos em nenhum momento eles se entregaram e foram fortes e lutaram até com mulheres e crianças no fim da guerra, já não tinham armas para todos, eles então produziam imitações em madeira e lutavam dando o sangue pela patria paraguaya, um orgulho verdadeiro sem palavras que os paraguayos têm e talvez algo que não sentimos aqui no Brasil e acho que essa é a grande diferença entre nós e nossos hermanos paraguayos, é o coração batendo ferozmente pela pátria e uma guerra para chamar de sua, por isso lá mesmo com a loucura de Solano López e tudo que ele fez com a população, eles ressuscitam e comemoram a perda da guerra ou melhor, o não se entregar e lutar até o fim pela amada patria, assim em todo 1º de março de cada ano, os paraguayos revisitam a história e se entregam as comemorações desse momento de força e amor a pátria de um pequeno país incrustrado dentro da Triplíce Aliança, a mesma trinca de países (Argentina, Brasil e Uruguai) que caçou Solano López até matá-lo e dar cabo e fim a Grande Guerra. (Uma curiosa e pequena observação, quem matou Solano foi um cabo do exército brasileiro chamado Chico Diabo, imagina a figura como era e deu cabo a guerra, talvez daí tenha surgido essa expressão…)
Partimos para o passeio entre caminhadas e duas rodadas de carro, conhecemos onde Solano López, acampou, onde foi morto, onde foi encontrado seus restos mortais e onde foi enterrado, além de várias homenagens á Grande Guerra, muitos bustos de todos os combatentes paraguayos em um pequeno percurso até o Rio Aquidabán, além de muita natureza sendo tudo muito sinalizado, organizado e limpo, nem tudo super bem mantido, mas para padrões dos parques nacionais brasileiros estava maravilhoso o Cerro Corá National Park. Caminhamos em torno de 4,5km, isso sem fazer a trilha de 5km que levava para um paredão rochoso que eles chamam de Cerro Muralha e que dá uma bela vista do parque e uma série de registros rupestres. Quem sabe consigamos fazer essa trilha em uma próxima visita. Encerramos nosso passeio circulando por 2hs dentro parque e por 4hs dentro do Paraguay e foi bem gostoso e histórico, esperamos anos para conhecer este parque, esperamos nossas meninas crescerem o suficiente para caminharem sem reclamar, além claro de sempre sermos alertados do problema das barreiras na ruta PY05, mas foi tão boa a experiência que estamos pensando em ir até Asunción e quem sabe curtir a cidade, os bares, parques e museus, por aqui o pessoal fala que ela tem o apelido de ser a Miami Latina, se formos conto por aqui.
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Para conocer más sobre nuestros hermanos!
Hoy tengo un buen dato sobre Paraguay!
(Hoje uma dica boa sobre o Paraguai)
Tenho certeza que quando falo em Paraguai, você caro leitor ou leitora que desconhece o mundo fora das rotas turísticas tradicionais, deve estar achando que não há nada mais interessante, do que o parque sobre a Guerra do Paraguai e Asunción que é a capital do país e mais conhecida ultimamente como Miami Latina como disse acima, mas ainda tem mais surpresas neste país hermano, eles tem o maior setor de compras de importados do mundo, uma área gigantesca de 200.000 metros quadrados, sendo que 30.000 metros quadrados somente para compras de importados e que surpreende até quem está acostumado a ir até a Miami original e os Dutys Frees da vida para comprar, o chamado Shopping China, sim! o nome não ajuda, né!
Você já deve ter entendido porque os paraguaios colocaram esse nome, aliás, vale ressaltar que não foram paraguaios que criaram o Shopping China, e sim um imigrante italiano chamado Felipe Cogorno, lá nos idos de 1933 em Pedro Juan Caballero, com uma pequena lojinha de importados e esse nome sujestivo que acho que naquela época, já tinha bastante mercadoria importada da China ou do Oriente. Demorou oito décadas e só em 2019 que chegaram a dimensão estrondosa que se tem hoje em dia, além de várias filiais fronteiriças além do Brasil, tem na Bolívia e no Uruguai, mas a maior unidade é esta que vos apresento. O negócio ainda está sob controle dos herdeiros de Felipe Cogorno e prosperando como podem notar.
Quando cheguei em Campo Grande nos primeiros 10 anos íamos direto para Pedro Juan Caballero visitar o Shopping China, era nossa viagem bimestral, curtíamos, comprávamos e o dólar de lá valia a pena para nós brasileiros. Sim! Aqui na fronteira cada loja tem seu câmbio de dólar, (ou melhor como está o dólar no Paraguay, mas há variações de centavos) você chega na loja e pergunta quanto está o dólar hoje, eles irão te informar em real e guaranis paraguaios, isso se você for comprar em dinheiro, pix ou débito, se for cartão de crédito nem adianta perguntar, será no dólar brasil e no dia do fechamento do seu cartão de crédito. Sabendo o valor do dólar você transfere em real e verifica se vale a pena, dessa vez não valia muito a pena, evitamos comprar coisas que achamos no Brasil também, tentamos comprar produtos que só achamos lá, muitos anos deu certo e dessa vez aproveitamos, vinhos, chocolates, cervejas, Lego e bonecos Funkos. (esses útimos para as coleções das minhas filhas)
Eu diria que se você não conhece o Paraguay vale a pena conhecer e quem sabe aprender algumas coisas a mais, como um ponto de vista diferente do mundo latino, além de compras de importados sem ter que ir até os EUA e sentir na pele como é ser o cliente em potencial, afinal é assim que os paraguaios nos vêem como turistas e clientes de compras em potencial, onde um pouco de real antigamente fazia a festa no Shopping China, hoje em dia, não está mais assim, infelizmente nosso dinheiro deu uma desvalorizada e fica mais difícil comprar sem pensar com calma, ainda vale o passeio para experienciar a imensidão de coisas que talvez nem precisamos tanto neste mundo, assim como aprender sobre o consumo num país que antigamente dependia somente desse tipo de comércio e hoje está mudando e muito, se desenvolvendo mais rapidamente que o gigante Brasil. Então, vou só dar uma palhinha sobre o Paraguay que tem sido o novo hype de investimentos de grandes empresas brasileiras, como a Lupo que mudou sua produção toda para esse país hermano, e muitos outros empresários da região Sul e Centro Oeste estão migrando para o Paraguay. Quem sabe esse não seja o novo boom latino? Nosso Hermano…
Obrigada por ler ou ouvir até aqui! ;)
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Nos vemos em breve, para mais uma news com outras curiosidades deste mundo!
Me despediré aquí!
Nanda Buono







